Química – Ligação covalente 03: ligação covalente dativa ou coordenada (Plano de aula – Ensino médio)
Como referenciar este texto: Química – Ligação covalente 03: ligação covalente dativa ou coordenada (Plano de aula – Ensino médio). Rodrigo Terra. Publicado em: 22/07/2026. Link da postagem: https://www.makerzine.com.br/quimica-ligacao-covalente-03-ligacao-covalente-dativa-ou-coordenada-plano-de-aula-ensino-medio/.
Este plano de aula orienta o professor do ensino médio a conduzir, em 50 minutos, uma exploração precisa e acessível da ligação covalente dativa (ou coordenada), contextualizando o conteúdo para vestibulares e para a compreensão de fenômenos do cotidiano.
Partimos da linguagem das estruturas de Lewis e do conceito do par de elétrons doador-aceptor para explicar quando e por que uma ligação é classificada como dativa. A aula valoriza a representação simbólica (fórmulas), o nível submicroscópico (elétrons e orbitais) e o macroscópico (propriedades observáveis), alinhando-se ao tripé de Johnstone na educação em Química.
Com metodologia ativa, os estudantes constroem e comparam modelos moleculares, analisam cargas formais e justificam geometrias, distinguindo “quem doa” e “quem aceita” o par eletrônico em exemplos clássicos (NH3 + H+ → NH4+, BF3 ← NH3, CO).
O plano integra Química com Biologia (hemoproteínas e coordenação metal-ligante) e Geografia/Meio Ambiente (NOx/SOx na atmosfera), articulando competências gerais e o repertório para resolução de questões típicas de exames.
Objetivos de Aprendizagem
Ao final da sequência, os estudantes devem diferenciar a ligação covalente dativa (ou coordenada) das ligações covalentes regulares com base em estruturas de Lewis, pares de elétrons doadores e aceptores e na análise de cargas formais. A ênfase recai em reconhecer quando o par eletrônico compartilhado provém integralmente de um mesmo átomo, que atua como doador, ocupando um orbital vazio do átomo aceptor. Discute-se que, uma vez formada, a ligação passa a ser indistinguível das demais covalentes em termos de energia e comprimento, sendo a seta ou o traço apenas convenções de representação. A validação do raciocínio exige contagem de elétrons de valência, verificação de octetos e minimização de cargas formais.
Os estudantes representam e justificam, no nível eletrônico e geométrico, casos clássicos como NH4+ e H3O+. Em NH3 + H+ → NH4+, o par livre do nitrogênio é doado ao próton, formando a ligação dativa; o íon resultante apresenta geometria aproximadamente tetraédrica em torno do N e carga formal global +1. De modo análogo, em H2O + H+ → H3O+, o oxigênio doa um par livre ao próton para gerar o íon hidroxônio, cuja geometria é também próxima de tetraédrica ao redor do O. Em ambas as situações, o traço no desenho final representa uma ligação equivalente às demais, ainda que sua gênese tenha sido doação do par eletrônico por uma base de Lewis.
No monóxido de carbono, as estruturas de ressonância permitem descrever uma das três ligações como dativa O → C, o que é útil para compreender a distribuição de cargas formais (O com +1 e C com −1 em uma forma limite) e o reduzido momento de dipolo observado. Já no aduto de Lewis BF3 ← NH3, o boro, deficiente em elétrons e com orbital p vazio, aceita o par livre do nitrogênio, passando de uma geometria trigonal plana em BF3 para uma configuração tetraédrica no complexo F3B←NH3; essa coordenação reduz a acidez de Lewis do boro e ilustra a complementaridade entre aceitadores eletronicamente deficientes e doadores com pares livres disponíveis.
Por fim, os alunos aplicam o conceito a situações do cotidiano e a itens de vestibulares: identificação de hidratos de próton em soluções ácidas (H3O+), ocorrência do íon amônio em fertilizantes e águas residuais (NH4+), formação de adutos ácido-base de Lewis em processos industriais e presença de ligações coordenadas em complexos simples como Ag(NH3)2+. As estratégias de resolução incluem localizar sítios aceptores (H+, B, Al e centros metálicos), mapear pares livres doadores, comparar geometrias previstas pelo VSEPR e checar cargas formais para sustentar explicações concisas e corretas.
Materiais utilizados
Papel A4 ou cartolina, canetas coloridas e post-its formam o núcleo dos materiais de baixo custo que sustentam a construção de significados durante a aula. O papel serve para esboçar estruturas de Lewis e registrar raciocínios; as cores ajudam a diferenciar pares ligantes de pares não ligantes e a evidenciar o par doador na ligação dativa; os post-its permitem destacar dúvidas, hipóteses e correções móveis sobre os diagramas, além de facilitar dinâmicas rápidas de pareamento entre “doador” e “aceptor”. Recomenda-se padronizar um código de cores e reservar uma cartolina para sínteses coletivas ao final.
Para a modelagem simples, utilize massinha de modelar e palitos (ou um kit molecular, se disponível). Atribua cores distintas a elementos recorrentes (C, H, N, O, B) e use palitos curtos para ligações simples; para representar a ligação dativa, sinalize a direção do par eletrônico com uma seta feita de palito mais fino ou com uma pequena etiqueta adesiva. Essa manipulação 3D apoia discussões de VSEPR, hibridização e cargas formais, permitindo comparar, por exemplo, NH3, NH4+, BF3 ← NH3 e CO. Garanta limpeza e segurança: lenços umedecidos, saquinhos para armazenamento e regras de manuseio.
Como recurso de exibição, um projetor ou, na ausência dele, um único celular do professor é suficiente para mostrar imagens, animações curtas e gabaritos parciais. Organize previamente uma pasta com figuras de orbitais, setas de doação eletrônica e exemplos de coordenação em sistemas biológicos e ambientais; mantenha versões offline para contingências. Ao usar imagens externas, privilegie fontes abertas como Wikimedia Commons e cite a procedência.
O roteiro de exercícios pode ser impresso ou projetado em tela única, com atividades curtas e progressivas: cálculo de cargas formais, identificação do átomo doador/aceptor, justificativa geométrica e previsão de propriedades. Inclua espaços para rascunho, checklists de critérios e pequenas rubricas que orientem a autocorreção. Se projetado, combine com folhas A4 para respostas e cronometragem visível, favorecendo ritmo e engajamento.
Para otimizar a logística, separe kits por grupo em envelopes rotulados, mantenha um cronômetro visível e defina pontos de coleta de materiais. Preveja alternativas de baixo custo (cartões de papel no lugar de massinha, canudos no lugar de palitos) e estratégias de reuso ao final da aula, reduzindo desperdício. Esses cuidados asseguram fluidez na prática e foco conceitual na ligação covalente dativa.
Metodologia utilizada e justificativa
A metodologia ativa adotada combina pense‑compartilhe, construção de modelos e discussão orientada por problemas, planejadas como um ciclo curto de investigação. O propósito é promover aprendizagem significativa por múltiplas representações e pelo confronto de hipóteses, articulando o tripé de Johnstone (macroscópico, submicroscópico e simbólico). No tema da ligação covalente dativa (ou coordenada), essa abordagem torna explícitos os papéis de doador e aceptor, os critérios de octeto e as cargas formais, favorecendo a transferência para questões de vestibular e para situações do cotidiano.
Pense‑compartilhe abre a aula com uma questão mobilizadora que ativa conhecimentos prévios (estruturas de Lewis, pares de elétrons, ácido‑base de Lewis) e reduz a ansiedade conceitual. Os estudantes refletem individualmente por 1–2 minutos e, em seguida, dialogam em duplas por 3–4 minutos, comparando raciocínios e evidências; depois, a turma socializa sínteses curtas. O docente recolhe ideias recorrentes e concepções alternativas como insumos para as próximas etapas, gerando um inventário de hipóteses que será testado e, se necessário, revisado.
Modelagem tátil utiliza kits moleculares, cartões de Lewis e marcadores para pares não ligantes a fim de transitar entre os níveis submicroscópico e simbólico. As duplas constroem NH3, H+, NH4+, o aduto BF3←NH3 e a molécula CO, sinalizando com cores quem doa e quem aceita o par eletrônico. A manipulação material, aliada a registros gráficos, apoia a visualização de lacunas eletrônicas (ácidos de Lewis), a justificativa de geometrias por repulsão de pares e a discussão de cargas formais e exceções ao octeto, conectando representação e propriedade observável.
Discussão orientada por problemas (DOP) consolida o ciclo com situações autênticas: explicar por que BF3 é receptor mesmo sendo neutro; comparar CO e N2 quanto à ordem de ligação e ao papel de pares dativos; prever efeitos de protonação sobre bases de Lewis comuns. Em pequenos grupos, os estudantes constroem argumentos com linguagem química precisa, esquemas eletrônicos e cálculo de cargas formais; o professor media com perguntas de alto nível cognitivo, promove metacognição — por exemplo, “o que mudou na sua hipótese e por quê?” — e explicita critérios de qualidade em um quadro de evidências.
Como justificativa pedagógica, a sequência distribui a carga cognitiva em etapas curtas, oferece andaimes visuais e táteis e viabiliza avaliação formativa contínua (sondagens rápidas, rubricas de argumentação e um exit ticket baseado em item de vestibular). O desenho favorece inclusão (materiais de baixo custo, rotação de papéis, agrupamentos heterogêneos) e permite adaptação para ensino híbrido com simuladores acessíveis. Evidências de sucesso esperadas incluem uso mais preciso de termos como par doador‑aceptor, aumento de acertos em itens sobre cargas formais e explicações mais coerentes sobre ligações coordenadas em contextos interdisciplinares.
Desenvolvimento da aula (50 min)
Preparo da aula (antes de entrar em sala): selecione 3–4 exemplos claros com estruturas de Lewis para ancorar a discussão — NH3 + H+ → NH4+, H2O + H+ → H3O+, BF3 ← NH3 e CO (com o par do O doado ao C). Tenha pronto um quadro comparativo entre ligação covalente normal e dativa, destacando a fonte do par eletrônico, a notação com seta (←) e o cálculo de cargas formais. Organize materiais simples de modelagem (massinha e palitos) e prepare cartões com desafios rápidos que peçam identificação de doador/aceptor e justificativa do octeto. Defina critérios de sucesso visíveis (ex.: representar corretamente a seta de coordenação e justificar cargas formais) para orientar a participação dos estudantes.
Introdução (10 min): proponha o disparador “Por que o NH4+ é estável se o N parece ‘ter elétrons de sobra’ em NH3?” para reativar conhecimentos sobre ligação covalente e par eletrônico compartilhado. Introduza formalmente a ideia de doador–aceptor e a notação de coordenação (←), mostrando um exemplo resolvido de NH3 + H+ → NH4+ e evidenciando que, após a formação, o par doado passa a ser compartilhado por ambos os átomos. Conecte com H2O + H+ → H3O+ para reforçar o padrão conceitual e antecipe que a análise de cargas formais e da geometria (VSEPR) ajudará a distinguir quando a classificação “dativa” é pertinente e como ela esclarece estabilidade.
Atividade principal (30–35 min): conduza um ciclo “Pense–Compartilhe–Discuta”. Pense (3 min): os alunos esboçam as estruturas de Lewis de BF3 e :NH3 e preveem a interação. Compartilhe (7 min): em duplas, comparam previsões, constroem modelos com massinha e registram no papel a ligação dativa com a seta adequada. Discussão orientada (10–15 min): percorra três casos — H3O+, CO e BF3 ← NH3 — perguntando “quem doa?”, “quem aceita?”, “quais as cargas formais?” e “qual a geometria esperada?”. Enfatize que a ligação coordenada descreve a origem do par compartilhado; uma vez formada, no nível de representação de Lewis ela se comporta como outra ligação covalente do mesmo par de átomos, mas sua gênese ajuda a explicar reatividade, polarização e exceções ao octeto.
Aplicação vestibular (8–10 min): proponha 2 itens curtos que exijam distinguir ligação dativa de simples/dupla, justificando com pares eletrônicos, octeto expandido/deficiente e cargas formais. Utilize o quadro comparativo como referência para sustentar as respostas e discuta “pegadinhas” frequentes: seta de coordenação é usada na formação da ligação; não confundir coordenação com ligação iônica; reconhecer ocorrências em ácidos oxigenados e em complexos metálicos. Oriente os alunos a explicitar raciocínios passo a passo (esboço de Lewis → identificação do doador/aceptor → cálculo de cargas formais → verificação da geometria), adotando uma rubrica simples para correção rápida.
Fechamento (5–10 min): sintetize em um mapa-resumo no quadro: definição, notação, exemplos-chave (NH3 + H+ → NH4+, H2O + H+ → H3O+, BF3 ← NH3, CO) e lembrete de nomenclatura (dativa = coordenada). Aplique um minute paper: “Em uma frase, quando surge uma ligação dativa? Cite um exemplo.” Indique extensões interdisciplinares (hemoproteínas e coordenação metal–ligante; formação de NOx/SOx na atmosfera) e uma tarefa curta para casa, como desenhar a estrutura de CO explicitando o par doado pelo O ao C. Recolha cartões e fotos dos modelos para avaliar avanços e planejar o encadeamento com a próxima aula.
Avaliação e feedback
Avaliação formativa e contínua: durante as atividades, o professor observa as representações de Lewis, a identificação correta de doador/aceptor de par eletrônico e o uso adequado da seta na notação de ligação coordenada. Enquanto circula pela sala, registra evidências rápidas (anotações e fotos de quadros/modelos) e realiza perguntas de sondagem, como “de onde vem esse par?” e “qual átomo está aceitando?”, para verificar a compreensão conceitual em tempo real, corrigindo imprecisões e valorizando boas justificativas.
Checklist por dupla: um instrumento curto e objetivo guia a verificação: (1) estruturas corretas, (2) cargas formais calculadas e justificadas, (3) geometria coerente segundo VSEPR e (4) seta de coordenação apontando do doador para o aceptor. Cada item recebe marcação simples (✓/∼/X) acompanhada de uma frase de evidência. Em exemplos como NH3 + H+ → NH4+, BF3 ← NH3 e CO, as duplas explicitam quem doa o par, recalculam as cargas quando necessário e revisam ângulos/hibridizações previstos para sustentar a geometria proposta.
Autoavaliação semáforo: ao final de cada exemplo trabalhado, os estudantes sinalizam verde (domino), amarelo (quase) ou vermelho (preciso revisar) para metas específicas: Lewis, doador/aceptor, seta, carga formal e VSEPR. Junto da cor, registram um próximo passo (por exemplo, “recalcular CF no átomo central” ou “rever orientação da seta”). Em seguida, fazem uma troca relâmpago de cadernos para comparar raciocínios, promovendo metacognição e ajuste imediato dos próprios registros.
Feedback imediato e fechamento: aplica-se um minute paper com duas perguntas: “o que ficou mais claro sobre ligação dativa?” e “qual dúvida persiste?”. O professor devolve feedback sintético ao grupo, retomando erros recorrentes (confundir carga formal com carga real, omitir pares não ligantes, direcionar a seta ao doador) e explicitando critérios de qualidade. As respostas orientam a lição de casa e a seleção de questões de vestibulares para reforço focalizado, garantindo alinhamento entre objetivos, atividades e avaliação.
Integração interdisciplinar e repertórios
Ao integrar Biologia, destacamos o papel da coordenação metal‑ligante no heme da hemoglobina: o ferro(II) estabelece ligações coordenadas com os quatro nitrogênios da porfirina, um resíduo de histidina da proteína e, reversivelmente, com O2. Nesse cenário, o par eletrônico é doado pelo ligante (N da porfirina, O2) e aceito pelo metal, espelhando exemplos clássicos de Química Geral como NH3 + H+ → NH4+ e BF3 ← NH3. Essa ponte conceitual ajuda os estudantes a reconhecerem a natureza doadora/aceptora do par eletrônico em sistemas biológicos e moleculares do cotidiano.
Do ponto de vista da Física, a ligação dativa pode ser analisada à luz das interações eletrostáticas e da geometria molecular. Cargas formais e distribuição de densidade eletrônica influenciam polaridade, momento de dipolo e ângulos de ligação previstos pelo modelo VSEPR; por exemplo, ao formar H3O+, a doação do par do oxigênio ao próton reorganiza pares ligantes e não ligantes, alterando a geometria e propriedades. Essa leitura conecta representações de Lewis ao nível submicroscópico, destacando como orbitais disponíveis e estabilização eletrostática justificam a formação da ligação coordenada.
Em Geografia/Meio Ambiente, a compreensão de H3O+ em soluções ácidas se articula ao papel de NOx e SOx na atmosfera: esses óxidos reagem com água gerando ácidos que liberam prótons, os quais são “hospedados” como H3O+ — conceito essencial para discutir chuva ácida e seus impactos. No cotidiano, o entendimento de pares doadores/aceptores aparece em catalisadores com centros metálicos (como conversores catalíticos automotivos à base de Pt/Pd/Rh que coordenam CO e NO) e em adsorventes domésticos, como carvão ativado, cujos sítios superficiais interagem por doação/aceitação de elétrons com moléculas indesejadas.
No repertório para vestibulares, enfatize: (1) diferenciar ligação dativa de ligações simples/duplas não pela “seta” no desenho final, mas pela origem do par eletrônico; (2) usar estruturas de Lewis e cálculo de cargas formais para justificar a formação de NH4+, H3O+, BF3 ← NH3 e CO; (3) interpretar enunciados que tratem de ácidos e bases de Lewis (quem doa e quem aceita o par) e de variações de geometria e polaridade após a coordenação; (4) evitar armadilhas comuns, como confundir ligação dativa com ligação iônica ou supor que ela “vale menos” que uma ligação covalente comum — após formada, ambas são equivalentes na maioria dos modelos.
Resumo para os alunos
O que você precisa levar da aula: a ligação covalente dativa (ou coordenada) ocorre quando um átomo com par eletrônico livre o doa para um átomo/espécie eletronicamente deficiente, que o aceita; uma vez formada, a ligação passa a ser compartilhada por ambos os átomos. Essa ideia se encaixa no modelo ácido–base de Lewis: a base de Lewis doa o par, o ácido de Lewis o recebe.
Para reconhecer a situação, observe espécies com lacuna eletrônica (como H+ e BF3) interagindo com moléculas que têm pares livres (como NH3 e H2O). Nos exemplos abaixo, repare que a seta pode ser usada para destacar a origem do par doador, mas depois a ligação é representada como covalente comum.
- NH3 + H+ → NH4+
- H2O + H+ → H3O+
- BF3 ← NH3 (B é ácido de Lewis; N, base de Lewis)
- CO: o par doado parte do O para o C
Use estruturas de Lewis, contagem de octetos e cargas formais para justificar quem doa e quem aceita. Em geral, o doador é o átomo com par livre e carga formal negativa ou neutra estável; o aceptor tende a ter octeto incompleto ou carga positiva. A partir da conectividade obtida, aplique VSEPR para prever a geometria e ângulos de ligação; por exemplo, NH4+ é tetraédrico e H3O+ é piramidal. Lembre que, uma vez formada, a ligação dativa muitas vezes é indistinguível das demais no diagrama final, mas sua origem explica reatividade e polarização.
Roteiro rápido para exercícios: 1) desenhe as estruturas de Lewis isoladas; 2) identifique pares livres e lacunas eletrônicas; 3) una a base de Lewis ao ácido de Lewis com uma seta do par doador; 4) reavalie cargas formais e estabilização do octeto; 5) preveja a geometria e discuta polaridade e possíveis interações intermoleculares. Atenção a armadilhas frequentes: o BF3 é eletronicamente deficiente (sexteto no B) e por isso aceita par; em CO, o O doa para o C, e o sistema pode apresentar estabilização adicional por retrodoação π em contextos mais avançados.
Para revisar e aprofundar, explore gratuitamente os seguintes recursos em português, com boas aulas, listas e simulações: e-Aulas USP (Química); Univesp TV – Química; Portal REA UFRGS. Procure termos como “ligação coordenada”, “ácido-base de Lewis” e “estruturas de Lewis” e resolva exercícios de vestibulares para consolidar o raciocínio.
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